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quarta-feira, 2 de março de 2011

Shanti

Já cheguei a dizer "como é bom voltar a falar consigo mesmo" mas mesmo assim, mesmo com essa segurança de escrever novamente, parece que ainda havia um bloqueio, como se estivesse voltando aos poucos de uma letargia que me invadiu ano passado, ou até antes disso.
Devo isso ao Ashtanga que com seu esforço físico e mental, me trouxe de volta um silêncio mental que não era perturbador que nem antes, não era uma paz simplesmente por estar tudo em paz... O yoga trouxe um silêncio conquistado, não adquirido.
Essa projeção um tanto forçada pro futuro com a passagem para o terceiro ano trazia uma série de incertezas que realmente incomodavam e me impediam de ir para frente, mas agora consegui me centrar de volta e "vamo-que-vamo".


Om Lokah Samastah Sukhino Bhavantu. que todos os seres vivos sejam prosperos e felizes

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Terapeuta :p

Acabei de achar essa "carta" que eu escrevi numa noite de insônia em abril de 2009, oito meses antes do intercâmbio pra Ramsgate. Engraçado ler um texto assim tão pessoal, estruturalmente todo podre, mas sincero (e meio deprê,actually). Bom, erros a parte, vou postar ele na íntegra (mas se tiver alguma coisa muito podre eu corrijo msm assim).


My Gosh!

Finally the penny dropped, you know? Just now, after closing the Yazigi Travel 's contract that I'm really feeling through my veins the weight of all of that. England, mate! England!

Everything is gonna be so different: the below zero winter, the clothing - I'm eight months from the trip and already planning my luggage... dear God - new people, lots of responsibilities, whatever, a whole different culture and environment. Feels like I'm going to another planet, you know? It's so frightening and thrilling at the same time, as if my heart'd be pulled off my chest at any moment.

What about the English? I'm quite sure I speak well for a foreign but what if I panic and start gasping? It'd be so ridiculous...

I'm so anxious that I just can't sleep at all and that's the reason why am I writing this: stress reliever, you know? So anxious am I that I'm listening to Coldplay - and things need to be very depressive to make me want to listen'em. And probably because the Murilo feeling came back, or something like that.

 I just need some time to digest all that new information...

Gosh, I really can't sleep...

The fun fact is that I'm still thinking of how am I going to survive. There' still hell of other things to be concerned within this eight months such as school, but mainly my friends. I have to say that I'm feeling lonelier than ever and at the same time I stopped keeping touch with a lot of friends... my best ones from Santa - Leti, Ananda, Tri's. And now that Flavia has gone to Objetivo I understand how difficult is to lost somebody in your life that's so close, but still so far.

Feels like I'm becoming a selfish guy. I'm always complaining about things around me, though I'm effortless to do things for the others and it's kinda sad. It makes me feel weak, as if I was denying Paula's legacy: "Pense nos outros" is what she taught us (actually Fernando Sabino did but anyway)

By the way, she's another person that I should keep in touch. Don't know what about her, but for me she was one of those friends for life. Matter of fact I rather not even think about our moments in the 6th grade because it's like living trapped in the past

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Por uma educação romântica



"querem que eu denuncie a falta de verbas, a condição de indigência dos professores, o mau aproveitamento dos alunos, etc. Mas isso todo mundo já sabe. É um equívoco pensar que com mais verbas a educação ficará melhor, que os alunos aprenderão mais, que os professores ficarão mais felizes. Como é um equívoco pensar que com panelas novas e caras o mau cozinheiro fará boa comida. Educação não se faz com dinheiro. Educação se faz com inteligência”
Rubem Alves em "Por uma Educação Romantica"

segunda-feira, 12 de julho de 2010

TEP text - A escola dos meus sonhos


A Escola dos meus Sonhos


Frei Betto


Na escola dos meus sonhos, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, consertar eletrodomésticos, a fazer pequenos reparos de eletricidade e de instalações hidráulicas, a conhecer mecânica de automóvel e de geladeira e algo de construção civil. Trabalham em horta, marcenaria e oficinas de escultura, desenho, pintura e música. Cantam no coro e tocam na orquestra. Uma semana ao ano integram-se, na cidade, ao trabalho de lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais. Assim aprendem como a cidade se articula por baixo, mergulhando em suas conexões que, à superfície, nos asseguram limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação.
Não há temas tabus. Todas as situações-limite da vida são tratadas com abertura e profundidade: dor, perda, falência, parto, morte, enfermidade, sexualidade e espiritualidade. Ali os alunos aprendem o texto dentro do contexto: a Matemática busca exemplos na corrupção dos precatórios e nos leilões das privatizações; o Português, na fala dos apresentadores de TV e nos textos de jornais; a Geografia, nos suplementos de turismo e nos conflitos internacionais; a Física, nas corridas de Fórmula-1 e nas pesquisas do supertelescópio Huble; a Química, na qualidade dos cosméticos e na culinária; a História, na violência de policiais contra cidadãos, para mostrar os
antecedentes na relação colonizadores - índios, senhores - escravos, Exército - Canudos, etc.
Na escola dos meus sonhos, a interdisciplinaridade permite que os professores de Biologia e de Educação Física se complementem; a multidisciplinaridade faz com que a História do livro seja estudada a partir da análise de textos bíblicos; a transdisciplinaridade introduz aulas de meditação e dança e associa a história da arte à história das ideologias e das expressões litúrgicas. Se a escola for laica, o ensino religioso é plural: o rabino fala do judaísmo, o pai-de-santo, do candomblé; o padre, do catolicismo; o médium, do espiritismo; o pastor, do protestantismo; o guru, do budismo, etc. Se for católica, há periódicos retiros espirituais e adequação do currículo ao calendário litúrgico da Igreja. Na escola dos meus sonhos, os professores são obrigados a fazer periódicos treinamentos e cursos de capacitação e só são admitidos se, além da competência, comungam os princípios fundamentais da proposta pedagógica e didática. Porque é uma escola com ideologia, visão de mundo e perfil definido do que sejam democracia e cidadania. Essa escola não forma consumidores, mas cidadãos.
Ela não briga com a TV, mas leva-a para a sala de aula: são exibidos vídeos de anúncios e programas e, em seguida, analisados criticamente. A publicidade do iogurte é debatida; o produto adquirido; sua química, analisada e comparada com a fórmula declarada pelo fabricante; as incompatibilidades denunciadas, bem como os fatores porventura nocivos à saúde. O programa de auditório de domingo é destrinchado: a proposta de vida subjacente, a visão de felicidade, a relação animador-platéia, os tabus e preconceitos reforçados, etc. Em suma, não se fecham os olhos à realidade, muda-se a ótica de encará-la. Há uma integração entre escola, família e sociedade. A Política, com P maiúsculo, é disciplina obrigatória. As eleições para o grêmio ou diretório estudantil são levadas a sério e, um mês por ano, setores não vitais da instituição são administrados pelos próprios alunos. Os políticos e candidatos são convidados para debates e seus discursos analisados e comparados às suas práticas.
Não há provas baseadas no prodígio da memória nem na sorte da múltipla escolha. Como fazia meu velho mestre Geraldo França de Lima, professor de História (hoje romancista e membro da Academia Brasileira de Letras), no dia da prova sobre a Independência do Brasil, os alunos traziam para a classe a bibliografia pertinente e, dadas as questões, consultavam os textos, aprendendo a pesquisar. Não há coincidência entre o calendário gregoriano e o curricular. João pode cursar a 5ª série em seis meses ou em seis anos, dependendo de sua disponibilidade, aptidão e seus recursos. É mais importante educar do que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que ascender à elite. Dentro de uma concepção holística, ali a ecologia vai do meio ambiente aos cuidados com nossa unidade corpo-espírito e o enfoque curricular estabelece conexões com o noticiário da mídia.
Na escola dos meus sonhos, os professores são bem pagos e não precisam pular de colégio em colégio para se poderem manter. Pois é a escola de uma sociedade em que educação não é privilégio, mas direito universal, e o acesso a ela, dever obrigatório.

Frei Betto, escritor, é co-autor, com Paulo Freire, de Essa Escola Chamada Vida (Ática), entre outros livros. " (Ática), entre outros livros. 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

What is success?

To laught ofent and much;
to win the respect of intelligent people
and affection of children;
To earn the appreciation of honest critiscs
and endure the betrayal of false friends;
To appreciate beauty;
To find the best in others;
To leave the world a bit better,
whether by a heathy child, a garden
patch, or a redeemed social condition;
To know even one life has breathed easier
because you lived;
This is to have succeeded.


RALPH WALDO EMERSON
- US poet, essayist and philosopher (1803 - 1882)


ps; saudades do Santa

sábado, 24 de outubro de 2009

Wall-E

Chega a ser irônico ter pedido ajuda quase que divina para voltar a escrever e estar escrevendo texto tão belo.
Enfim, obrigado. Hehe
Vamos ao que interessa.

Para uns, teimosia, para outros, persistencia. Qualidade ou defeito? Com parcimonia, tudo dá certo. Ser teimoso, persistente é não desistir fácil, ter determinação, é o cara que dançaria tango no teto por algo (ou Por Você. quem conhece a música entendeu né?) o que é lindo, mas pode se tornar algo bem desagradável quando a pessoa se torna teimosa a ponto de estar fechada a ideias diferentes da mesma.

De uns tempos para cá, venho boicotando um pouco as aulas de Gramática em relação a minha participação nas mesmas (NULA). Por teimosia e por ter sido um mal perdedor, talvez (relatório de aula) talvez. Não, com certeza.

O caso é que há várias aulas atrás - semestre passado, não sei ao certo - nosso professor nos incumbiu da tarefa de fazer uma resenha crítica sobre o filme Wall-e. "Outra resenha? E de filme infantil? Que idiota" pensei, revoltado. Eis que talvez por ironia do destino, a pouco terminei de ver o filme e vi que tenho sido realmente injusto quanto ao julgamento tanto do filme quanto do professor.

Wall-e é um filme com público-alvo mais amplo do que o imaginado, sendo que adultos irão compreender mais as entrelinhas do filme do que as crianças. Abordando também uma crítica linda sobre o futuro da humanidade.
Mais do que persistente, Wall-e é carismático no que faz. E também nos faz querer ser tão carismático quanto ele.
Bom, se eu falar mais sobre o filme, estraga. Então vejam que é excelente!

E quanto ao professor, peço perdão e vejo que para ser professor tem que saber enfrentar muito perrengue (aka prejulgamento de aluno)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Onde estará?

Há tempos que não escrevo aqui, perdoem-me, mas parece que (assim como minha amiga Anielle) esqueci como se escreve. Perdi sua fluência, perdi a inspiração, perdi até a disposição de escrever.
Mas ao menos vontade ainda possuo! E também a esperança que irei melhorar!

Se alguém encontrá-la por favor, me avise. :P
Enquanto isso, permaneço aqui, a espera.