Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de julho de 2010

TEP text - A escola dos meus sonhos


A Escola dos meus Sonhos


Frei Betto


Na escola dos meus sonhos, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, consertar eletrodomésticos, a fazer pequenos reparos de eletricidade e de instalações hidráulicas, a conhecer mecânica de automóvel e de geladeira e algo de construção civil. Trabalham em horta, marcenaria e oficinas de escultura, desenho, pintura e música. Cantam no coro e tocam na orquestra. Uma semana ao ano integram-se, na cidade, ao trabalho de lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais. Assim aprendem como a cidade se articula por baixo, mergulhando em suas conexões que, à superfície, nos asseguram limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação.
Não há temas tabus. Todas as situações-limite da vida são tratadas com abertura e profundidade: dor, perda, falência, parto, morte, enfermidade, sexualidade e espiritualidade. Ali os alunos aprendem o texto dentro do contexto: a Matemática busca exemplos na corrupção dos precatórios e nos leilões das privatizações; o Português, na fala dos apresentadores de TV e nos textos de jornais; a Geografia, nos suplementos de turismo e nos conflitos internacionais; a Física, nas corridas de Fórmula-1 e nas pesquisas do supertelescópio Huble; a Química, na qualidade dos cosméticos e na culinária; a História, na violência de policiais contra cidadãos, para mostrar os
antecedentes na relação colonizadores - índios, senhores - escravos, Exército - Canudos, etc.
Na escola dos meus sonhos, a interdisciplinaridade permite que os professores de Biologia e de Educação Física se complementem; a multidisciplinaridade faz com que a História do livro seja estudada a partir da análise de textos bíblicos; a transdisciplinaridade introduz aulas de meditação e dança e associa a história da arte à história das ideologias e das expressões litúrgicas. Se a escola for laica, o ensino religioso é plural: o rabino fala do judaísmo, o pai-de-santo, do candomblé; o padre, do catolicismo; o médium, do espiritismo; o pastor, do protestantismo; o guru, do budismo, etc. Se for católica, há periódicos retiros espirituais e adequação do currículo ao calendário litúrgico da Igreja. Na escola dos meus sonhos, os professores são obrigados a fazer periódicos treinamentos e cursos de capacitação e só são admitidos se, além da competência, comungam os princípios fundamentais da proposta pedagógica e didática. Porque é uma escola com ideologia, visão de mundo e perfil definido do que sejam democracia e cidadania. Essa escola não forma consumidores, mas cidadãos.
Ela não briga com a TV, mas leva-a para a sala de aula: são exibidos vídeos de anúncios e programas e, em seguida, analisados criticamente. A publicidade do iogurte é debatida; o produto adquirido; sua química, analisada e comparada com a fórmula declarada pelo fabricante; as incompatibilidades denunciadas, bem como os fatores porventura nocivos à saúde. O programa de auditório de domingo é destrinchado: a proposta de vida subjacente, a visão de felicidade, a relação animador-platéia, os tabus e preconceitos reforçados, etc. Em suma, não se fecham os olhos à realidade, muda-se a ótica de encará-la. Há uma integração entre escola, família e sociedade. A Política, com P maiúsculo, é disciplina obrigatória. As eleições para o grêmio ou diretório estudantil são levadas a sério e, um mês por ano, setores não vitais da instituição são administrados pelos próprios alunos. Os políticos e candidatos são convidados para debates e seus discursos analisados e comparados às suas práticas.
Não há provas baseadas no prodígio da memória nem na sorte da múltipla escolha. Como fazia meu velho mestre Geraldo França de Lima, professor de História (hoje romancista e membro da Academia Brasileira de Letras), no dia da prova sobre a Independência do Brasil, os alunos traziam para a classe a bibliografia pertinente e, dadas as questões, consultavam os textos, aprendendo a pesquisar. Não há coincidência entre o calendário gregoriano e o curricular. João pode cursar a 5ª série em seis meses ou em seis anos, dependendo de sua disponibilidade, aptidão e seus recursos. É mais importante educar do que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que ascender à elite. Dentro de uma concepção holística, ali a ecologia vai do meio ambiente aos cuidados com nossa unidade corpo-espírito e o enfoque curricular estabelece conexões com o noticiário da mídia.
Na escola dos meus sonhos, os professores são bem pagos e não precisam pular de colégio em colégio para se poderem manter. Pois é a escola de uma sociedade em que educação não é privilégio, mas direito universal, e o acesso a ela, dever obrigatório.

Frei Betto, escritor, é co-autor, com Paulo Freire, de Essa Escola Chamada Vida (Ática), entre outros livros. " (Ática), entre outros livros. 

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Reparação

Diferente da maioria das vezes em que fico um mês estagnado sem fazer nada, resolvi fazer desde Julho um mês diferente. Farei deste mês o mês da reparação. (parece campanha publicitaria né não). Accountability escolar, começo da profissional, dar uma reavaliada em conceitos pessoais, aulas de cello *-*...
Vou achar um meio de reparar todo esse tempo de let it be, e ser mais decidido, mais determinado.
A new me is about to come, I hope :D

The key word is: change

domingo, 20 de dezembro de 2009

Vim aqui reivindicar!

- quero isso todo dia!

Após uma semana a mais de espera, eis que chega o tão esperado Dia do TM.
Cincão da tarde, sol escaldante chego eu, com 2 picadas de marimbondo -.-, na fila da Ego pro show com o Cavani e o Ivan (nao o Parente:) torrando, a Lari na sombrinha do Cavani e depois na sombra da Monkey tomando água torturando a gente hehehe.
Ficamos das cinco às sete e o sol parecia não querer se por neste dia.
Fofocas ainda nos informaram que o show iria começar apenas as dez horas (vontade de bater neste que falou) ai sim a gente ficou FELIZ (Y)
Mais tarde naquele dia descobri que perdi a abertura do Willians Marques, aka percursionista do TM porque a galera não queria sair de lá para não perder o lugar haha.
Mas toda a espera, calor, ansiedade, valeu MUUUUUITO a pena.
A gente penou que nem o poeta e foi simplismente indescritível.
Conheci o Teatro Mágico numa madrugada do Altas Horas, ainda em 2008 ou 2007 não lembro ao certo. Me lembro que tocaram Camarada dagua e Pena e no mesmo dia procurei baixar estar músicas e pesquisar mais sobre o Teatro Mágico em si e o MPB (música pra baixa) que falarei mais tarde num post solo.
É fantástico como a trupe do TM consegue cativar a todos sendo apenas um sujeito simples rs. Sério. A experiência pra quem vai num show deles é quase uma renovação. Indescritível...
Bom, vou indo, tenho altos testos de rascunho para mandar...
Bom ano novo e que venha rams!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Onde estará?

Há tempos que não escrevo aqui, perdoem-me, mas parece que (assim como minha amiga Anielle) esqueci como se escreve. Perdi sua fluência, perdi a inspiração, perdi até a disposição de escrever.
Mas ao menos vontade ainda possuo! E também a esperança que irei melhorar!

Se alguém encontrá-la por favor, me avise. :P
Enquanto isso, permaneço aqui, a espera.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Agora sou mais Brasil.

A partir de agora a maioria dos meus posts serão em Português. O que não impede que eu escreva em Inglês também, porque ele já se tornou uma segunda-língua e querendo ou não tem coisas que eu me sinto mais confortável, mais livre, escrevendo-as em Inglês mesmo. Mas tentarei aqui ser mais patriota, mais Brasil.
Cá estou eu, nesse período instável da vida onde começa a ser exigido uma maior disciplina nos estudos além, obviamente, de qual caminho trilhar na sua vida profissional, ainda inexistente.
Estava certo de que cursaria Jornalismo até descobrir, há poucas semanas atrás, que a Lei da Imprensa fora abolida pelo STF e consequentemente dando uma desvalorização ABSURDA ao diploma de jornalista. Como não sou da área, não sei as reais consequencias disso para o profissional, mas mesmo assim, começo a pensar em outras opções. Não deixando de lado que devido a descoberta, estou extremamente introspectivo.
Mas o que importa é que hoje a Marilu, professora de Geografia me trouxe um pouquinho de luz. Estávamos estudando fluxo migratório brasileiro, e algo me despertou para uma verdade esquecida por mim.
Vivemos apontando problemas e fazendo cara feia para o Brasil. É o Sarney, é o Senado, é o Governo, é o Lula, é o raio que o parta, mas o problema está sempre NELES não em nós, não em mim.
Essa descrença toda no nosso país se tornou tão normal que o resultado está aí. Brasileiro qualificado vai pra Europa, para os EUA. E a gente aqui, como é que fica?
Como nós podemos melhorar o lugar onde vivemos sem assumir um compromisso com ele? Indo morar nos States em busca do American Dream é que não é!
Por isso decidi ter orgulho do meu país, que é cheio de problemas, mas que são também MEUS problemas e que eu lutarei para resolvê-los. Se o senado está ruim, somos nós que devemos reivindicá-lo. Combaterei ignorância com informação, com sede de conhecimento!
Vamos ter mais orgulho do nosso país, vamos passar a ver o lado bom das coisas.
O Brasil precisa de um pouco de idealismo, de energia positiva e de esperança. E óbvio. O Brasil precisa de nós!

Para ouvir, nada melhor do que: Depende de nós.... hahaha